Psicóloga Claudenice Vieira / Psicóloga clínica que realiza terapia online Mon, 18 Nov 2024 00:53:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 http://localhost:8080/wp-content/uploads/2024/07/cropped-logo-maker-of-a-creative-brain-shape-graphic-1524g-2334-3-32x32.png Psicóloga Claudenice Vieira / 32 32 Como a terapia ajuda no desenvolvimento da autoestima http://localhost:8080/como-a-terapia-ajuda-no-desenvolvimento-da-autoestima/ http://localhost:8080/como-a-terapia-ajuda-no-desenvolvimento-da-autoestima/#respond Sat, 07 Sep 2024 15:32:21 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=499 A autoestima é um dos pilares fundamentais para o bem-estar emocional. Ela influencia diretamente a forma como nos relacionamos com os outros, como enfrentamos desafios e como enxergamos nosso próprio valor. No entanto, muitas pessoas lutam com sentimentos de insuficiência e insegurança, o que pode comprometer sua saúde mental. A terapia, nesse contexto, surge como […]

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A autoestima é um dos pilares fundamentais para o bem-estar emocional. Ela influencia diretamente a forma como nos relacionamos com os outros, como enfrentamos desafios e como enxergamos nosso próprio valor. No entanto, muitas pessoas lutam com sentimentos de insuficiência e insegurança, o que pode comprometer sua saúde mental. A terapia, nesse contexto, surge como uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento e fortalecimento da autoestima.

O que é autoestima?

Autoestima refere-se à percepção que temos de nós mesmos – o quanto nós valorizamos e o nível de confiança que temos em nossas capacidades. Ela é moldada ao longo da vida, com influências que vão desde a infância até as experiências vividas na vida adulta. Relações familiares, contextos sociais e até mesmo padrões culturais têm um papel importante na construção da autoestima.

Pessoas com baixa autoestima frequentemente se sentem incapazes, desvalorizadas e insuficientes, o que pode levar à ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais. A boa notícia é que a autoestima pode ser trabalhada e desenvolvida, e a psicoterapia é um dos caminhos mais eficazes para isso.

Como a terapia pode ajudar?

A terapia oferece um espaço seguro e acolhedor onde o indivíduo pode explorar e compreender as raízes de sua baixa autoestima. Veja como esse processo pode ocorrer:

  1. Autoconhecimento e compreensão das crenças limitantes
    • Através da terapia, o paciente é incentivado a olhar para dentro de si, identificando pensamentos e crenças limitantes que influenciam negativamente sua autoestima. Muitas vezes, essas crenças são herdadas de experiências passadas, como críticas excessivas ou comparações, e não representam a realidade atual.
  2. Desconstrução de padrões autossabotadores
    • Um dos grandes desafios para quem tem baixa autoestima é a autossabotagem. Comportamentos como procrastinação, medo de errar ou evitar desafios são comuns. O terapeuta ajuda o paciente a reconhecer esses padrões e, gradualmente, substituí-los por ações mais construtivas.
  3. Reestruturação cognitiva
    • A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz para trabalhar a autoestima. Ela atua na identificação e modificação de pensamentos distorcidos, como “não sou bom o suficiente” ou “sempre falho”. A partir dessa reestruturação, o paciente começa a adotar uma visão mais realista e positiva sobre si mesmo.
  4. Validação emocional e fortalecimento do autocuidado
    • Muitas pessoas com baixa autoestima têm dificuldade em validar suas próprias emoções e cuidar de si mesmas. A terapia ensina a importância do autocuidado, não apenas em termos físicos, mas também emocionais. O paciente aprende a reconhecer suas necessidades e a valorizar seus próprios sentimentos.
  5. Desenvolvimento da autoconfiança
    • A autoconfiança é uma parte essencial da autoestima. Durante o processo terapêutico, o paciente é estimulado a enfrentar desafios progressivos, o que lhe permite conquistar pequenas vitórias. Essas conquistas fortalecem sua autoconfiança e contribuem para uma visão mais positiva de suas capacidades.

Benefícios de trabalhar a autoestima na terapia

Desenvolver a autoestima traz uma série de benefícios para a saúde mental e emocional do paciente. Alguns dos principais incluem:

  • Melhora nas relações interpessoais: Pessoas com autoestima elevada tendem a estabelecer relações mais saudáveis, uma vez que se sentem mais seguras em suas interações e não buscam constantemente validação externa.
  • Redução da ansiedade e da depressão: Ao trabalhar crenças limitantes e desenvolver autoconfiança, o indivíduo experimenta uma redução significativa nos níveis de ansiedade e depressão. Isso ocorre porque, ao desafiar crenças negativas sobre si mesmo e o mundo ao seu redor, a pessoa começa a interpretar os desafios da vida de maneira mais realista e menos ameaçadora. A psicoterapia promove um ambiente seguro onde o cliente pode explorar seus medos e inseguranças, enquanto o psicólogo oferece suporte para reestruturar esses pensamentos. Com o tempo, a ansiedade e a depressão, que muitas vezes estão associadas a sentimentos de impotência e falta de valor, tendem a diminuir à medida que a autoconfiança cresce.

    Construção de Resiliência

    A autoestima elevada também está intimamente ligada à resiliência — a capacidade de enfrentar e superar adversidades. Indivíduos com baixa autoestima costumam se ver como incapazes de lidar com fracassos ou situações desafiadoras. A terapia atua para mudar essa visão, ajudando a pessoa a reconhecer seus próprios recursos internos e externos. Ao perceber suas capacidades e ao desenvolver uma visão mais equilibrada de si, o indivíduo se torna mais resistente aos contratempos e menos suscetível a desistir diante de dificuldades.

    Melhoria nas Relações Interpessoais

    A autoestima não afeta apenas a relação da pessoa consigo mesma, mas também suas interações com os outros. Indivíduos que têm uma visão mais positiva de si mesmos tendem a estabelecer relacionamentos mais saudáveis, baseados em respeito mútuo e confiança. Em contraste, aqueles com baixa autoestima muitas vezes se envolvem em relações marcadas por dependência emocional, insegurança e até mesmo comportamentos autossabotadores. Durante o processo terapêutico, é comum que os clientes aprendam a se valorizar e a definir limites mais claros, o que fortalece suas conexões interpessoais.

    Aumento da Satisfação Pessoal

    Quando a pessoa começa a se valorizar mais e a ter uma autoestima elevada, ela também experimenta um aumento na satisfação pessoal em várias áreas da vida. A percepção de sucesso e realização se torna mais palpável, já que a pessoa se sente mais capaz de alcançar suas metas e viver de acordo com seus próprios valores. Na terapia, o psicólogo ajuda o cliente a identificar suas prioridades e a alinhar suas ações com seus objetivos pessoais, o que contribui para um maior senso de satisfação e felicidade.

    Conclusão

    A construção da autoestima é um dos pilares fundamentais para uma vida mentalmente saudável. A terapia desempenha um papel crucial nesse processo, ajudando o indivíduo a identificar crenças autossabotadoras, desenvolver autoconfiança e construir resiliência. Com o apoio adequado, é possível transformar a visão que se tem de si mesmo, promovendo mudanças significativas em diversos aspectos da vida, desde a saúde emocional até as relações interpessoais e a realização pessoal. Por isso, buscar apoio psicológico pode ser o primeiro passo para desenvolver uma autoestima sólida e viver uma vida mais plena e equilibrada.

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O Papel do Psicólogo no Acolhimento de Famílias em Luto http://localhost:8080/o-papel-do-psicologo-no-acolhimento-de-familias-em-luto/ http://localhost:8080/o-papel-do-psicologo-no-acolhimento-de-familias-em-luto/#respond Sat, 07 Sep 2024 15:29:06 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=497 Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis da vida. O luto é um processo emocional intenso e, muitas vezes, pode ser acompanhado de sentimentos de tristeza profunda, confusão, culpa e até raiva. Nesse momento, o apoio de um psicólogo pode ser fundamental para ajudar a família a lidar com a dor e […]

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Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis da vida. O luto é um processo emocional intenso e, muitas vezes, pode ser acompanhado de sentimentos de tristeza profunda, confusão, culpa e até raiva. Nesse momento, o apoio de um psicólogo pode ser fundamental para ajudar a família a lidar com a dor e encontrar formas saudáveis de seguir em frente.

O Que é o Luto?

O luto é a resposta natural a uma perda significativa, principalmente a morte de uma pessoa querida. Cada pessoa vive o luto de uma maneira diferente, mas o processo pode envolver cinco estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Esses estágios não são lineares e podem variar em intensidade e duração.

O Papel do psicólogo no luto

O psicólogo atua como um suporte emocional, ajudando a família a entender e processar o que está sentindo. Ao longo do acompanhamento, o psicólogo oferece um espaço seguro para que os membros da família possam expressar sua dor, seus medos e suas dúvidas sem julgamentos. Ele ajuda a dar sentido às emoções, mostrando que o luto é um processo normal e necessário para a cura.

A importância do acolhimento

Muitas vezes, a dor da perda pode ser tão grande que a pessoa se sente isolada, incapaz de falar sobre o que está acontecendo. O acolhimento na terapia é essencial, pois oferece um espaço de escuta ativa, onde o enlutado se sente compreendido e validado. O psicólogo também auxilia a identificar quando o luto está se tornando complicado, ou seja, quando a pessoa não consegue avançar no processo de aceitação e pode precisar de intervenções mais profundas.

Lidar com o luto em família

Cada membro da família reage de maneira única à perda, o que pode gerar conflitos e mal-entendidos. O psicólogo também pode ajudar a mediar essas situações, promovendo diálogos saudáveis e orientando sobre como respeitar o tempo e o espaço de cada um no processo de luto. Isso é importante para que a família possa se unir e se fortalecer em meio à dor.

Estratégias de enfrentamento

Além de ouvir, o psicólogo pode oferecer estratégias que ajudem a enfrentar o luto de forma mais leve. Entre as técnicas, estão:

  • Expressão das emoções: Escrever cartas para a pessoa falecida ou manter um diário sobre o que se está sentindo.
  • Rituais de despedida: Realizar rituais pessoais de despedida pode ajudar a trazer algum conforto, como acender velas, plantar uma árvore em memória ou realizar orações.
  • Autocuidado: Incentivar a família a cuidar da saúde física e emocional, pois o luto pode esgotar a energia e a vitalidade.

Quando procurar ajuda?

O luto é um processo natural, mas em alguns casos pode se tornar muito intenso ou prolongado, dificultando o retorno às atividades diárias. Nesses momentos, procurar ajuda de um psicólogo é essencial. Ele estará capacitado para identificar se o luto está se transformando em um transtorno, como a depressão ou o luto complicado, e poderá oferecer as intervenções adequadas.

Conclusão

O luto é uma jornada difícil, mas com o apoio certo, é possível encontrar um caminho para seguir em frente. O psicólogo desempenha um papel fundamental ao acolher, orientar e apoiar as famílias enlutadas, ajudando-as a processar a dor de forma saudável. Se você ou alguém que você conhece está passando por um processo de luto, não hesite em buscar ajuda. O acolhimento emocional pode fazer toda a diferença na caminhada para a cura.

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O Impacto da Autocobrança na Saúde Mental: Estratégias para Reduzir a Pressão Interna http://localhost:8080/autocobranca-na-saude-mental/ http://localhost:8080/autocobranca-na-saude-mental/#respond Sat, 07 Sep 2024 15:25:21 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=495 A autocobrança é algo muito comum em nossas vidas. Muitas vezes, achamos que exigir mais de nós mesmos nos tornará mais eficientes, produtivos e capazes de alcançar nossas metas. No entanto, quando essa cobrança se torna excessiva, ela pode trazer impactos negativos à saúde mental, gerando estresse, ansiedade e até depressão. Mas, como podemos reduzir […]

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A autocobrança é algo muito comum em nossas vidas. Muitas vezes, achamos que exigir mais de nós mesmos nos tornará mais eficientes, produtivos e capazes de alcançar nossas metas. No entanto, quando essa cobrança se torna excessiva, ela pode trazer impactos negativos à saúde mental, gerando estresse, ansiedade e até depressão. Mas, como podemos reduzir essa pressão interna e aprender a sermos mais gentis conosco?

Como a autocobrança afeta a saúde mental

Quando nos cobramos demais, tendemos a nos focar mais em nossos erros e fracassos do que em nossas conquistas. Esse comportamento pode criar um ciclo de pensamento negativo, onde nada do que fazemos parece ser bom o suficiente. A autocobrança exagerada está frequentemente ligada ao perfeccionismo, um desejo constante de fazer tudo de maneira impecável. Isso leva a sentimentos de frustração, baixa autoestima e exaustão.

Pessoas que se cobram em excesso geralmente apresentam:

Ansiedade constante: Medo de falhar ou de não atingir as expectativas que colocaram para si mesmas.
Procrastinação: Paradoxalmente, a autocobrança muitas vezes leva à paralisia, fazendo com que a pessoa adie suas tarefas por medo de não realizá-las de forma perfeita.
Baixa autoestima: Ao focar apenas nos próprios defeitos, a pessoa pode começar a se sentir insuficiente, o que afeta diretamente sua autoconfiança.
Estratégias para Reduzir a Autocobrança

Reconhecer que a autocobrança excessiva está prejudicando a saúde mental é o primeiro passo para mudar. Abaixo estão algumas estratégias que podem ajudar a aliviar essa pressão interna:

Pratique a autocompaixão Ser autocompassivo significa tratar a si mesmo com gentileza, assim como faria com um amigo que está passando por dificuldades. Em vez de se criticar por um erro, tente olhar para a situação com empatia e entender que falhar é parte do processo de aprendizado.

Defina metas realistas Estabelecer objetivos que são alcançáveis e ajustáveis pode aliviar a pressão. Evite criar expectativas inatingíveis e reconheça que pequenas vitórias são importantes. Permita-se tempo para descansar e respeite seus limites.

Aceite que o erro faz parte do crescimento Ninguém é perfeito. Todos cometem erros e é através deles que aprendemos. Em vez de se culpar, tente ver os erros como oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal.
Desconstrua o perfeccionismo Entender que a perfeição é uma meta irreal pode ajudar a reduzir a autocobrança. Aceitar que os resultados nem sempre serão impecáveis e que tudo bem assim pode aliviar o estresse e a ansiedade.
Aprecie suas conquistas É importante reconhecer o que você já conquistou. Tire um tempo para celebrar suas vitórias, mesmo que pareçam pequenas. A gratidão pelas conquistas ajuda a equilibrar os sentimentos de fracasso.
Quando Procurar Ajuda

Se a autocobrança está afetando significativamente sua saúde mental, é importante considerar a ajuda de um psicólogo. A terapia pode ajudar a identificar as raízes desse comportamento e a desenvolver estratégias para lidar com ele de maneira mais saudável. O psicólogo oferece suporte ao longo do caminho, ajudando a pessoa a criar uma nova perspectiva sobre si mesma e sobre suas realizações.

Conclusão

A autocobrança pode ser um inimigo invisível que afeta nossa saúde mental de maneiras profundas. Aprender a lidar com essa pressão interna é um passo essencial para uma vida mais equilibrada e feliz. Praticar a autocompaixão, aceitar os erros e celebrar as conquistas são formas poderosas de reduzir a autocobrança. E, se necessário, buscar apoio psicológico é sempre uma opção válida para ajudar nesse processo de transformação.

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Quanto tempo dura a terapia? http://localhost:8080/quanto-tempo-dura-a-terapia/ http://localhost:8080/quanto-tempo-dura-a-terapia/#respond Wed, 14 Aug 2024 15:05:24 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=190 Resolvi escrever esse artigo pois, ultimamente, venho recebendo constantes questionamentos a respeito de quanto tempo uma terapia deve durar, sobre sua regularidade e se é possível obter resultados promissores em poucas sessões. Esse tipo de interpelação se dá, principalmente, por conta de questões financeiras. A maioria dos planos de saúde restringe as sessões de terapia […]

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Resolvi escrever esse artigo pois, ultimamente, venho recebendo constantes questionamentos a respeito de quanto tempo uma terapia deve durar, sobre sua regularidade e se é possível obter resultados promissores em poucas sessões.

Esse tipo de interpelação se dá, principalmente, por conta de questões financeiras. A maioria dos planos de saúde restringe as sessões de terapia em um determinado número anual; desse modo, o terapeuta passa a ficar limitado e se sente compelido a adotar práticas terapêuticas breves.

Obviamente, um ambiente terapêutico adequado, caracterizado por escuta privilegiada, acolhimento e devolutiva do conteúdo enunciado pelo cliente, alivia preliminarmente a angústia. Frequentemente, já nas primeiras sessões, a pessoa se sente melhor. Isso é um ótimo sinal para a ciência da Psicologia, pois indica a alta efetividade da psicoterapia. Certamente um pequeno número de sessões de terapia, como comentado, será benéfico para o cliente; contudo, esse breve tratamento seria o suficiente? Observando a pergunta pela perspectiva de terapia direcionada por sintomas, eu diria que há inúmeros estudos e pesquisas publicadas relatando a efetividade dos tratamentos curtos em relação à melhoria dos sintomas. Porém, importo-me muito com essa ciência tão florescente nos tempos atuais, pois estamos em um momento de apresentá-la às pessoas que estão dispostas a obter mudanças significativas, ricas e promissoras, pois os benefícios em longo prazo serão muito maiores.

Estudo realizado a respeito de terapia de longo prazo

Abrangendo 4.000 entrevistados com queixas de problemas emocionais nos três anos anteriores à pesquisa, um estudo realizado pela University of Pennsylvania1 por 25 anos, que é considerado uma das maiores análises elaboradas até hoje, foi categórico: A terapia leva tempo!

O estudo demonstra que a terapia começa a surtir efeitos por volta de seis meses após o início das sessões. Já os pacientes que permanecem em terapia pelo período de um ano sentem os resultados com mais intensidade. E, consequentemente, em três anos de tratamento observaram-se benefícios ainda maiores. Concluindo: quanto mais tempo a pessoa permanecer em tratamento psicoterápico, mais benefícios ela receberá.

A análise indica que a maioria dos clientes ficou muito satisfeita com o atendimento realizado. Eles relataram melhoria significativa na qualidade de vida e obtiveram mais resiliência ao lidar com os problemas cotidianos. Este resultado também inclui as pessoas com quadros mais graves no início do tratamento. Porém, observou-se piora após a restrição dos tratamentos pelos planos de saúde. Essa informação sugere que os resultados positivos de psicoterapia em poucas sessões precisam ser revistos, com mais estudos e observação por parte dos terapeutas e cientistas.

Tratando-se de pesquisas na área de Psicologia Clínica, a maioria se concentra em um número de sessões preestabelecidas, conduzidas de acordo com manuais e critérios de aplicação e avaliação. É uma espécie de guia específico para pesquisa, estabelecido entre 8 a 12 sessões. Estou comentando sobre isso pois as pesquisas sobre terapias com número limitado de sessões geralmente focam no alívio dos sintomas específicos relatados na anamnese e se houve melhoria ou controle sob determinada condição ou transtorno.

Já as terapias mais longas, evidentemente, estabelecem critérios logo no início para tratar as questões que mais afligem os pacientes, buscando identificar seus sintomas e focando em suprimi-los; no entanto, visam também à melhoria geral de outros aspectos das pessoas, deixando-as com a consciência mais expandida e, consequentemente, mais madura. Tratando-se de pesquisa científica para levantar informações sobre terapia em longo prazo, é um trabalho muito mais difícil, porém o estudo da University of Pennsylvania obteve êxito nesses quesitos.

O pesquisador que conduziu o estudo atentou-se para algumas prerrogativas básicas de terapia de longo prazo – por exemplo, mudanças de estratégias adotadas pelo terapeuta no curso da terapia ou até mesmo ações e intervenções não previstas em sua abordagem. Isso se deve a supervisões clínicas, estudos de casos realizados pelo profissional e até mesmo alterações de suas próprias cognições, proporcionadas pela sua terapia pessoal. É necessário incluir desistências, contratempos, relatórios de centenas de sessões etc. Enfim, é um estudo robusto, complexo e delicado, mas foi possível. Tudo isso sugere que tal exame foi convincente e criterioso.

Como esse estudo é um pouco antigo, seria muito importante que outros estudos dessa natureza estivessem em curso para agregar conteúdo a ele. Isso é fazer uma boa ciência.

O que diz a prática clínica empírica?

Vou responder esse tópico pela minha própria prática clínica. Vejamos, como exemplo, uma pessoa que procura o psicólogo para tratar sintomas relacionados a crises de ansiedade. Naturalmente, como comentei, uso todo protocolo clínico para poder estabilizar o cliente logo nas primeiras sessões, desde a acolhida até chegar às técnicas de dessensibilização sistemática, tão úteis nesse caso. Contudo, se em doze sessões, por exemplo, já com a pessoa se sentindo melhor, o tratamento for finalizado, o paciente pode apresentar piora? Posso dizer com muita segurança, tanto pelos meus casos como pelas conversas com colegas, que sim, a piora pode ser significativa. Mas por que isso ocorre? Que hipóteses podemos atribuir a esse quadro?

A resposta é simples, e afirmo categoricamente: por trás dos sintomas existem causas, e elas precisam ser elaboradas com mais profundidade. Por exemplo: uma pessoa deprimida pode ter tido sua autoestima comprometida? Se sim, por quanto tempo? Em inúmeros casos, percebi que as pessoas convivem com problemas de autoestima desde sua tenra infância. E como se pode reestruturar isso?

Pois bem, por isso enfatizo que a terapia leva tempo e demora um pouco para começar a surtir efeito. Isso ocorre em todas as situações mais complexas em que o ser humano tem de se adaptar a mudanças. Por exemplo, aprender a apontar um lápis é bem diferente de aprender um novo idioma. A Neurociência chama esse processo de neuroplasticidade cerebral. Na Psicologia, parte do nosso trabalho é remodelar comportamentos, apresentar novos padrões de consciência e mostrar as nuances obscuras da consciência do cliente, sendo que ele pode optar por alterá-las.

A psicoterapia realiza o lindo e extraordinário trabalho de tratar a personalidade como um todo. São padrões que a pessoa aprendeu de acordo com os ambientes em que vive durante toda a sua vida: sua maneira de pensar, de lidar com os outros, de sentir, experienciar e se comportar diante da sociedade. Eu fico imensamente feliz quando obtenho esses resultados: o cliente apresenta determinada queixa; nós tratamos do problema; ele colabora maciçamente no seu processo; exploramos os sentimentos experimentados durante a relação terapêutica; e, consequentemente, os resultados positivos frente à personalidade do indivíduo começam a se apresentar. Isso é bom para o terapeuta, ótimo para o cliente, e, como consequência, há um contágio de bem-estar entre as pessoas que os cercam. Uma verdadeira corrente do bem.

Aí se apresenta outro ponto de interrogação: isso é fácil? Diria categoricamente que não. Absolutamente nada que exige uma transformação mais profunda é fácil; logo, também não é barato. Considere aprender piano, dirigir ou dominar uma profissão; são mudanças simples no curso da vida? A terapia é a mesma coisa, porém é um investimento para si mesmo, e isso será inestimável para todos nós.

Habilidades do psicoterapeuta

Estou abordando esse assunto pois ele é necessário por se tratar de terapias mais longas. Para o êxito de qualquer processo terapêutico, algumas características são necessárias por parte do profissional. Algumas delas já mencionei no início desse artigo; outras considero essenciais, como vínculo adequado e íntimo entre terapeuta e cliente, escuta autêntica, cuidadosa, e valorização dos elementos que o indivíduo percebe estarem sendo silenciados no ambiente em que convive. Também destaco a devolutiva das narrativas realizadas pelo cliente durante a sessão e a percepção concreta, por parte dele, que o terapeuta está ali, ao lado dele, durante todo o tempo estipulado entre as partes.

Porém, existe algo essencial que devo salientar em relação às terapias mais longas: o terapeuta também deve investir em sua terapia pessoal. Todos nós carregamos padrões, como comentei, que são disfuncionais. Como nossos comportamentos são reflexos deles, é indispensável que sejam percebidos no tratamento. Dessa maneira, o profissional tem mais possibilidades de ajudar e tratar do outro, podendo fazer intervenções valorosas em comportamentos que poderiam passar despercebidos por um terapeuta que não faz terapia.

A terapia de longo prazo pode causar dependência?

Esse medo é muito comum e está entre comentários que ouço e perguntas que recebo constantemente. Esse receio frequentemente é associado ao tempo de permanência no tratamento. As pessoas entendem que caso se mantenham em terapia por muito tempo, já estariam dependentes do terapeuta ou da terapia, mas não é bem assim.

O que eu posso esclarecer sobre isso é que o tempo de terapia não tem relação com a questão da dependência. Um cliente pode ficar totalmente dependente de um terapeuta despreparado em apenas duas sessões, ao passo que outro pode permanecer dez anos em terapia e manter sua individualidade absolutamente protegida – inclusive com a ajuda do terapeuta.

Então, é importante observar como o relacionamento entre as partes se dá. O cliente está delegando ao terapeuta suas próprias tomadas de decisão? O terapeuta está exercendo algum controle sobre o cliente? O cliente se sente perdido quando o terapeuta tira férias, por exemplo? Esses podem ser indícios de dependência. Na verdade, a boa terapia conduz o indivíduo para o processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento pessoal.

Conclusão

Por meio dessas observações, sejam elas científicas ou empíricas, já é possível afirmar que a terapia mais longa faz muito bem ao ser humano. É um grande investimento para a pessoa que a escolhe e pode repercutir de modo muito positivo para quem convive com ela.

Referência bibliográfica:

Consumer Reports. (1995, November). Mental health: Does therapy help? pp. 734-739.

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O que é Psicoterapia ? http://localhost:8080/o-que-e-psicoterapia/ http://localhost:8080/o-que-e-psicoterapia/#respond Tue, 30 Jul 2024 14:55:52 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=143 Psicoterapia A psicoterapia é um processo terapêutico conduzido por um psicólogo, que tem como objetivo ajudar as pessoas a lidarem com suas emoções, comportamentos e pensamentos. Ela é um espaço seguro e confidencial onde o paciente pode expressar seus sentimentos, falar sobre suas preocupações e buscar soluções para seus problemas. Como funciona a psicoterapia? Durante […]

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Psicoterapia

A psicoterapia é um processo terapêutico conduzido por um psicólogo, que tem como objetivo ajudar as pessoas a lidarem com suas emoções, comportamentos e pensamentos. Ela é um espaço seguro e confidencial onde o paciente pode expressar seus sentimentos, falar sobre suas preocupações e buscar soluções para seus problemas.

Como funciona a psicoterapia?

Durante as sessões de psicoterapia, o psicólogo utiliza diversas técnicas e abordagens para ajudar o paciente a compreender melhor a si mesmo, identificar padrões de comportamento e desenvolver novas habilidades para enfrentar desafios.

Autoconhecimento e Autoconsciência

A psicoterapia ajuda os indivíduos a se conhecerem melhor, explorando seus pensamentos, emoções e comportamentos. Esse autoconhecimento pode levar a uma maior autoconsciência e compreensão das motivações e padrões de comportamento.

Gerenciamento do estresse

Através de técnicas e estratégias ensinadas na terapia, os indivíduos podem aprender a lidar melhor com o estresse e a ansiedade, reduzindo os seus impactos negativos na vida diária.

Melhoria na saúde mental

A psicoterapia pode tratar uma variedade de problemas de saúde mental, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Ela pode ajudar a aliviar sintomas, melhorar o bem-estar emocional e aumentar a funcionalidade geral.

Fortalecimento de relacionamentos

A terapia pode melhorar habilidades de comunicação, aumentar a empatia e a compreensão, e ajudar a resolver conflitos, beneficiando relacionamentos pessoais e profissionais.

Mudança de comportamento e melhoria da autoestima

A psicoterapia pode ajudar as pessoas a identificar e mudar comportamentos destrutivos ou prejudiciais, promovendo hábitos mais saudáveis e construtivos. O trabalho terapêutico pode aumentar a autoestima e a autoconfiança, ajudando as pessoas a desenvolverem uma visão mais positiva e realista de si mesmas.

Resolução de Traumas

A psicoterapia pode ser crucial na resolução de traumas passados, ajudando os indivíduos a processar e integrar experiências difíceis de uma maneira que promova a cura e o crescimento.

Tomada de Decisões

Com uma melhor compreensão de si mesmo e das suas circunstâncias, os indivíduos podem tomar decisões mais informadas e conscientes sobre suas vidas.

Habilidades de Enfrentamento

A terapia ensina habilidades de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com desafios e adversidades, promovendo resiliência e capacidade de adaptação.

Bem-estar geral

No geral, a psicoterapia pode contribuir para um aumento do bem-estar emocional e físico, proporcionando uma vida mais equilibrada e satisfatória

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Como a terapia pode ajudar? http://localhost:8080/como-a-terapia-pode-ajudar/ http://localhost:8080/como-a-terapia-pode-ajudar/#respond Mon, 15 Jul 2024 16:46:04 +0000 https://claudenicevieira.com.br/?p=1 Inicialmente, posso dizer com muita segurança, que os resultados adquiridos com o tratamento psicoterápico são excelentes. Com um olhar comprometido e muito cuidadoso, o paciente é tratado. A Psicologia, como ciência, afirma, em diversos estudos, que os benefícios obtidos pela psicoterapia são inúmeros, seja na saúde mental, seja na saúde física – mente e corpo […]

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Inicialmente, posso dizer com muita segurança, que os resultados adquiridos com o tratamento psicoterápico são excelentes. Com um olhar comprometido e muito cuidadoso, o paciente é tratado. A Psicologia, como ciência, afirma, em diversos estudos, que os benefícios obtidos pela psicoterapia são inúmeros, seja na saúde mental, seja na saúde física – mente e corpo estão integrados e, dessa maneira, são trabalhados de modo multidisciplinar, com atenção e cuidados profissionais.

O que a psicoterapia trata?

Diversas questões, de doenças como depressão, ansiedade, transtorno do pânico, transtorno de personalidade, e muitas outras, até luto, angústias, problemas de relacionamento, altos índices de estresse, traumas em geral etc. A psicoterapia também é eficaz para outros problemas de saúde, como dor de cabeça e doenças neurológicas, entre outros, que são serenados e suavizados pelo tratamento. Experimente!

A Psicologia é uma ciência e é de extrema importância para a melhoria da qualidade de vida do ser humano. A terapia também ajuda no desenvolvimento da autoestima, clique aqui para ver o artigo.

Como faço para marcar uma consulta?

Para marcar uma consulta, comigo, basta mandar uma mensagem pelo WhatsApp clicando no botão abaixo, adicionando o telefone ou clicando no ícone do telefone (se estiver pelo celular).

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